"Se algum militar irresponsável de qualquer uma das potências que imperam economicamente sobre o planeta, por acidente ou de forma premeditada, disparasse um foguete explodindo uma ogiva nuclear na Europa, isto daria início a um processo de retaliação atômica que varreria do mapa milhares de cidades.
Ataques e contra-ataques se sucederiam, represálias atrás de represálias; e em 24 horas as explosões de 18 mil artefatos nucleares afetariam um bilhão e cem milhões de pessoas, um terço da humanidade. Seriam 750 milhões de mortos instantaneamente e 350 milhões agonizantes.
Estes resultados foram estimados pela Academia de Ciências da Suécia, e nesta simulação foi considerada apenas a hipótese de que o conflito ficasse limitado ao hemisfério norte. Vale lembrar que após o início das hostilidades, mesmo que alguma das partes decidisse se render, dificilmente conseguiria comunicar a sua adversário suas intenções. A radiação impediria qualquer tipo de comunicação. Isto significa que a tendência é que todas as partes esgotem os seus arsenais nucleares até a destruição total.
Em junho de 83 a Academia de Medicina da União Soviética divulgou um estudo com conclusões mais pessimistas. Para os soviéticos uma guerra nuclear generalizada provocaria a morte imediata de mais de dois bilhões de pessoas. Avaliando que no confronto fossem lançadas 10 mil megatons (nos dois hemisférios) os médicos soviéticos concluem que, além dos que morressem instantaneamente, cerca de 700 milhões de pessoas seriam condenadas à morte lenta por falta de serviços médicos e de meios para se tratar dos efeitos da radioatividade sobre o organismo humano.
Os médicos soviéticos calculam que, só para ministrar os primeiros socorros durante o enfrentamento nuclear, seriam necessários aproximadamente três milhões de centros de assistência, 300 milhões de médicos e 100 milhões de enfermeiros. Essa infra-instrutura é praticamente impossível, pois em todo o planeta existem apenas 3,5 milhões de médicos, e a maior parte deles morreria na catástrofe.
O terrorismo nuclear e a corrida armamentista promovida pelas grandes potências são apenas dois dos principais fatores que têm impulsionado a articulação do movimento comunitário alternativo nos dias de hoje.
(...)
Estamos em 1984, o ano da ficção de George Orwell que se tornou realidade.
Mas apesar de tudo isso, como canta Raul Seixas - um dos profetas da Nova Era neste canto do planeta - 'alguma coisa está acontecendo'. São as comunidades alternativas que surgem, crescem e propagandeiam uma nova vida com valores completamente novos, totalmente diferentes dos valores desta moribunda civilização do segundo milênio. São os jovens que se marginalizam e recusam-se a participar de uma sociedade falida, iniciando o trabalho de construção da sociedade alternativa, a sociedade dos nossos sonhos."
(Carlos A. P. Tavares - 1985)
"O sol da noite agora está nascendo
Alguma coisa está acontecendo
Não dá no rádio nem está
nas bancas de jornais
Em cada dia ou em qualquer lugar
um larga a fábrica, outro sai do lar
e até as mulheres, ditas escravas
não querem servir mais.
(...)
Querer o meu não é roubar o teu
pois o que eu quero é só uma função de 'eu'
Sociedade alternativa
Sociedade Novo Aeon."
Sociedade Novo Aeon
30 de outubro de 2008 às 12:17
7 comentários:
- Paulo Tiago disse...
-
Toda vez que eu (re)leio 1984, fico assustado com as "acertadas" do Orwell, de forma bem mais clara durante a Ditadura Militar, e também de forma sutil hoje em dia, por mais que seja mascarado ou mesmo despercebido.
Agora, o que me assusta MESMO é Admirável Mundo Novo (droga, cadê o sublinhado ou pelo menos itálico?). Só me fica a sensação que ele nem é tão "mundo novo" assim, e muito menos admirável.
Ah, sim: TOCA RAUL!!!!!! - 30 de Outubro de 2008 23:07
- Paulo Tiago disse...
-
Droga, depois que fui ver as tags aqui também. Oh, well. Já foi.
- 30 de Outubro de 2008 23:07
- Thabata Lima. disse...
-
viva! viva! viva a sociedade alternativaaa! Né?!
BJ, linda ^^ - 31 de Outubro de 2008 00:29
- lecokiller disse...
-
Por isso o Raul morreu de parada cardiaca de tanto beber. Pq ou ficou louco(+ NEH), ou precisou de uma fuga.
Eu admiro quem pensa assim pq é mto bonita a filosofia ,pena que ícones como ele acabam quase sempre da mesma maneira.
Não faço uso dos dizeres dele! Para o que eu faço e para minha vida não valem mto.
Espero que a senhorita acerte onde esses caras idealistas geralmente erram. - 3 de Novembro de 2008 11:36

Querer o meu não é roubar o teu
pois o que eu quero é só uma função de 'eu'
Guria tocaste no ponto inflamado da sociedade...é real isso infeslimente.
Estamos ai fazendo a diferença, mesmo pirando uma loucura lucida.
Bjos de luz!