Casa vazia e escura, nem uma luz, nem uma única luz acesa. Algumas velas em cima do móvel. Um incenso. Ao som daquela música que consegue ser sensual sem ser vulgar.
Meu melhor banho.
And I'm blown away
29 de novembro de 2008 às 01:31
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Liberdade
24 de novembro de 2008 às 12:14
"Dizem que o diabo andava passeando com um amigo quando viu um homem à sua frente abaixar-se para apanhar algo brilhante que faiscava em seu caminho. O homem pôs aquela estrela luminosa em suas mãos, admirou-a por um bom tempo e a colocou junto ao peito. O amigo do diabo, curiosíssimo, cochichou baixinho no ouvido do Satanás:
- Nossa! O que é aquilo?? Que coisa mais linda e brilhante aquele sujeito pegou do chão!
- Aquele homem acabou de encontrar a liberdade ao colocar a luz da verdade em seu coração... - respondeu o diabo.
- Xi! Mas isso deve ser um péssimo negócio pra você! Como vai poder obscurecer a verdade e aprisionar novamente o homem às suas intenções? - exclamou o amigo do diabo.
O diabo arqueou as sobrancelhas, deu um sorriso malicioso e disse:
- Fácil. É só organizá-las em crenças, sistemas e instituições..."
(Jiddhu Krishnamurti)
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Pátiago
15 de novembro de 2008 às 18:00
Ontem eu li sobre a importância de se ter paixões na vida, e mesmo sabendo que eu tenho algumas não consegui pensar em nenhuma que tivesse mais relevância. Acho que talvez possa considerar a natureza uma das minhas paixões, a sua complexidade, toda sua teia da vida que por mais complicada e inter-relacionada que seja funciona, se os humanos não fossem tão ambiciosos e arrogantes ela continuaria em equilíbrio por muito tempo, é uma imensa e completa relação de solidariedade e entendimento. Fico realmente vislumbrada ao pensar na natureza, mas poderia também considerar que a minha paixão é a fotografia, a forma como uma imagem pode congelar um momento e às vezes até fazer dele uma lembrança melhor, mais bonita, mais colorida e enquadrada, é uma poesia não-gramatical de um drama espontâneo, precisa dizer mais? É uma poesia! Viajar, com certeza uma paixão, um mundo totalmente novo pra observar, conhecer, conversar, cheirar, saborear, descobrir e principalmente aprender, não só aprender sobre o lugar e sua cultura, mas aprender sobre você mesmo, e além de se conhecer, saber se transformar e mudar. Além ainda da natureza, da fotografia e das viagens eu poderia considerar as pessoas e suas infinitas peculiaridades que eu adoro observar, os livros e suas aventuras fantásticas que te levam pra um novo mundo e te fazem se auto-julgar sem precisar de um dedo apontando seus erros, posso considerar a música, ahhhh a música! A música tem um efeito sem explicação, me envolve, me leva pra um mundo à parte, muitas vezes complementa meu estado de espírito. Mas acho que ainda além de tudo isso devo colocar minha paixão pela vida. Não a vida como essas quase 80 voltas em torno do Sol, mas a vida como a qualidade da vivacidade, viver plenamente, se quiser pode usar o clichê carpe diem, mas o que quero dizer é sobre a qualidade de se aproveitar a vida, de não reclamar tanto, de sorrir mais, dançar mais, conversar mais. De perceber que ficar carrancudo não vai te levar a lugar nenhum, de perceber que um abraço pode mudar o dia de alguém, de ver que quando você leva as coisas de um jeito vivo você parece viver muitas vezes mais, você parece ter uma vida muito mais VIVA e empolgante, e isso pra mim é paixão, me faz sorrir sincero quando percebo essa qualidade em alguém ou em alguma coisa.
Ainda poderia pensar em muitas outras paixões, mas não quero ofuscar o brilho da vivacidade nesse texto. E quero aproveitar a deixa pra instigá-los a pensar sobre suas paixões e perceber a importância de se ter uma.
Eu preferiria não ter planos a não ter uma paixão que fizesse meus olhos brilharem.
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Sobre a escrita...
12 de novembro de 2008 às 12:24
"Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som da minha máquina é macio.
Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.
Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificá-lo por uma extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras.
Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei por que a ouso? Não sei por que não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a esta palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida na eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade.
Simplesmente não há palavras.
O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o usa da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes.
Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranqüilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser de uma aurora.
Simplesmente as palavras do homem."
(Clarice Lispector)
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Calvin
10 de novembro de 2008 às 00:12

Grande Calvin, desse tamainho e já enxerga a realidade, e nós que nos chamamos de humanos-adultos-racionais não passamos de primatas prestes a envelhecer.
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Deixa chover
6 de novembro de 2008 às 16:18
Eu amo a chuva! Poderia passar horas apenas a sentindo, de olhos fechados, ouvindo, sentindo seu cheiro de asfalto molhado. É água caindo do céu! É um chuveiro do tamanho de uma nuvem! E a palavra "chuveiro", já pensaram nela? É uma máquina de chuva! Porque a chuva é fantástica! Ela não só molha, ela lava, ela renova, ela limpa, ela revitaliza. Ela dá um banho no mundo todo, pra que tudo possa ter a chance de começar de novo, lavando o que passou e deixando os caminhos abertos para um novo começo. A chuva tira todas as máscaras, todas as roupas bonitas, as maquiagens coloridas e os cabelos bem feitos. Ela te leva de volta para os seus ancestrais. Ela te transforma no verdadeiro você que você insiste em mascarar todos os dias, escondendo sua naturalidade. Ela nos faz sorrir e respirar fundo. Eu não sei se sinto pena ou rio das pessoas que correm da chuva, que se escondem nos toldos, que abrem guarda-chuvas enormes com a fútil desculpa de não querer se molhar. Ninguém é de açúcar e um dia você não terá como esconder quem você realmente é, sendo na chuva ou fora dela. Sinta-se livre pra curtir o verdadeiro você na chuva, sem pré-ocupações de roupas, sapatos e tintas, apenas ande, corra, dê estrelinhas na rua molhada. Sinta as gotas dançando no seu rosto, sinta seu cabelo desmanchar, sua roupa grudar e deixe que venha a gargalhada mais espontânea.
Uma pena eu estar doente hoje, eu não hesitaria em dançar nos véus dessa chuva.
"Rain, I don't mind,
Shine, the weather's fine.
Can you hear me that when it rains and shines?"
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A quoi ça sert l'amour?
5 de novembro de 2008 às 11:51
Sensacional!!
Paris é linda!
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Pergunto onde estão teus tamborins
3 de novembro de 2008 às 19:40
Postado por Babi 3 comentários
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