17 de abril de 2011

não consigo pertencer a esse mundo.
meu coração bate por inércia.
minha alma grita, berra, se contorce..
e eu, enquanto corpo e mente,
não sei o que fazer por ela
a não ser chorar sua dor.
desesperadamente.

meus olhos, na passividade,
olham com desolação.
não reconheço nada.
nem o amor, nem a verdade.

o mantra, que toca a horas nos meus ouvidos
já não sei se ouço.
meu corpo anestesiou.
minha mão tem marcas da pedra da chapada.
e meu coração tem marcas de dilaceramento.

mas não é isso...
é minha alma.
ela não se encaixa,
não se encontra,
não tem forças,
não sabe como encontrar.
foi-lhe sugado o belo e puro.

o que lhe resta é fraqueza.
e desesperança.

como Hesse e seu tempo instável,
o diabo entornara o caldo.

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